É interessante quando esquece-se do preconceito contra o novo Programa e busca-se entendê-lo. Hoje houve uma oficina (ou palestra, ou curso) de “ciclo de programa” na Regiâo, ministrada pelo Ch. Pedro Paulo.
Muito interessante.
Eu percebi que o Ch. PM, chefe da “minha” tropa escoteira, já aplicava este Programa, mesmo criticando-o. Minha mãe, que esteve lá comigo, compreendeu que vinha fazendo, intuitivamente, o Programa de Jovens.
Muitos escotistas ainda questionam o Programa de Jovens; dizem que “na prática a coisa é outra”. Hoje, porém, tive a nítida sensação que, de fato, o Programa já é oriundo da prática, pois muitos escotistas já o faziam/fazem intuitivamente (assim como minha mãe).
O grande problema nessa história é que, no início, o novo programa foi muito mal apresentado, e gerou um preconceito. Soma-se a isso a falta de interesse da maioria em buscar conhecimento sobre o tema. Se todos fizessem sua parte, com certeza o Escotismo seria mais efitivo e teria o devido reconhecimento.
“Nem tudo são rosas”
Obviamente não concordo com tudo. Essa semana fiquei sabendo que o processo para concessão de Distintivos Especiais foi “simplificado”.
No novo programa tenta-se desvalorizar os velhos distintivos. Concordo com o Ch. P.P. que os bons escotistas não se prendem aos distintivos para manter o interesse dos jovens pelo Escotismo. Em especial concordo com o exemplo por ele exposto:
“Se os distintivos valessem tanto para manter o jovem no Movimento, então.. Por que eles não andam de gandola fora do GE?”
De fato a interesse do jovem é assegurado pelas atividades, mas um distintivo serve para valorizar seu empenho, serve para “distinguir”, “mostrar a diferença”.
Sabe-se que alguns são melhores que outros. Por que, então, não valorizá-los? Não é à toa (ou à-toa) que são chamaos Distintivos Especiais. Eles são exemplos aos mais jovens.
Agora, basta o GE aprovar e requerir o dististintivos e estes são concedidos. Com a saída do trâmite nos niveis Regional e Nacional, perde-se o poder de nivelação dos Cruzeiros do Sul, Lises de Ouro, Escoteiros da Pátria e Insígnias de B-P.
Podia-se, muito bem, ter adequado os distintivos à nova realidade, sem desprezá-los. Podia-se trabalhar melhor os objetivos, o ciclo de programa, as avaliações individuais, etc, sem, contudo, retirar as etapas de classe e, agora, nivelar por baixo os Distintivos Especiais.
